15 de nov de 2010

Demolição do casarão da Azenha

Um dos tradicionais bairros de Porto Alegre perdeu na semana passada um registro importante do seu passado material. Um casarão centenário localizado na Avenida Azenha foi objeto de demolição, juntamente com dois outros imóveis. A demolição foi aprovada pela Prefeitura, tendo em vista o imóvel não estar tombado como patrimônio histórico.
O Vivendo Porto Alegre fotografou o imóvel em 28 de abril deste ano. Na época, o andar térreo do prédio pintado nas cores amarelo e verde era ocupado por uma loja de móveis rústicos.
Veja as imagens do imóvel já em ruínas.
Detalhe das paredes internas do casarão centenário.
A fotografia a seguir apresenta uma das laterais do prédio, juntamente com os entulhos provenientes da demolição do prédio vizinho.
Abaixo, local onde funcionava a loja de móveis.
O imóvel encontrava-se localizado junto a uma das avenidas de maior fluxo de pessoas e veículos da região. A Azenha é caracterizada por um comércio forte e diversificado. As três edificações (duas já demolidas) darão lugar a um prédio comercial, possivelmente sem a beleza arquitetônica dos prédios de outrora.
Para ver como era o imóvel e para saber um pouco mais sobre o Bairro Azenha, clique aqui.

13 de nov de 2010

Patrimônio arquitetônico em risco

descaso com o patrimônio histórico arquitetônico
Em muitas culturas a preservação da memória coletiva é valorizada. A memória cultural de um povo é uma composição entre múltiplas manifestações. Entre elas destacam-se as construções urbanas, bem como sua arquitetura.
A preservação destes signos agrega valor ao potencial turístico de uma comunidade. Porto Alegre é uma cidade que ainda não despertou o suficiente para esta questão. Empurrada por eventos da história recente - entre eles as edições do Fórum Social Mundial em solo gaúcho e a perspectiva da realização de uma Copa do Mundo, em 2014 - a cidade procura se adaptar a um perfil mais próximo a uma cidade turística.
As suas tímidas ações estão concentradas no Centro Histórico (em se tratando de preservação do patrimônio histórico arquitetônico). A burocracia - mas acima de tudo - a ausência de uma visão estratégica por parte dos seus governantes e da sociedade como um todo, faz com que a preservação da memória arquitetônica caminhe a passos lentos (muito lentos) frente ao aquecimento do mercado imobiliário e da construção civil na cidade.
Se uma cidade como Porto Alegre sequer consegue colocar em prática a instalação de uma linha turística de bonde no Centro Histórico, como evitar que prédios particulares sejam objetos de demolição em nome do progresso? Lamentavelmente, as construções que substituem estes ícones de uma época pouco contribuem para a valorização da cidade enquanto polo turístico.

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